quinta-feira, 17 de maio de 2012

A M O R    E    L I B E R D A D E

Porto Alegre, junho de 1988.

Eu amo o que é livre
Tanto quanto amo a liberdade,
Pois como dizem:
"Se amas alguma coisa deixe-a livre...
...se voltar ela é tua - e te ama...
...se não voltar, nunca foi - e nunca te amou!"
Assim como amo voar sem preocupação acima de tantos enjaulados
Gosto de ter companhia
Cruzar nos ares por seres livres
Eu, conscientemente, jamais escravizaria outro ser
Sei que o amor vincula um a outro,
Numa relação de relativa dependência
Mas o amor verdadeiro é liberdade, confiança e sonho
E o que vem a ser um sonho senão um vôo a paragens longínquas
- NÃO PODE HAVER AMOR SEM LIBERDADE! -

Saibas que ao meu lado serás livre
Poderás voar em qualquer direção
Basta desejares
Sei que se lembrares que existo tenho importância para ti
Se não lembrares ... tudo bem!
De nada adiantaria te prender - magoaria-te e me enganaria também
Estarei sempre pensando em ti e torcendo para que também estejas em mim
Vagarei pelos céus sozinho aguardando momentos em que poderei compartilhar minha liberdade contigo ... ansioso!
Quem gosta de alguém sente falta e procura ... e eu te adoro!
Te adoro muito!
Um dia sei que iremos nos encontrar realmente e chegaremos a conclusões adequadas
Torço para que não me esqueças
Para que nem as maiores distãncias deixem-nos distantes um d'outro
"LONGE É UM LUGAR QUE NÃO EXISTE PARA OS QUE SE AMAM.(Richard Bach)"
Gotas de orvalho caem de meu rosto
É madrugada!
O silêncio me corrói por dentro
Despedaça meu peito já bastante ferido pelos acontecimentos passados
Minh'alma derrete
Caindo estas gotas tão tristes e solitárias
Gotas de amor desperdiçado...
...de sonho frustrado
Gotas de mim!
Rememorando beijos, abraços e carinhos
Que outrora me fizeram sorrir feliz
E agora não passam de recordações
Gotas de orvalho que vertem de meu meus olhos nesta noite tão fria...
...GOTAS de agonia!
Porto Alegre, 03 de outubro de 1989.